Bom Dia! Domingo, 24 de Junho de 2018

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O Assassinato da Jovem Poetisa

Parte I

A jovem Cassandra, amante das artes, um dia decidiu abraçar a poesia lírica para todo o sempre e seduzida pelas letras prometeu amar e fazer com que os outros também sentissem esse mesmo amor literário.

Conduzida pela beleza da natureza e encanto dos olhares diferentes de cada pessoa, ela cantava qualquer detalhe de forma impar. Aquilo chamou a atenção de duas musas do monte Parnaso, Erato e Melpômene que passaram a orientar todas as obras literárias que Cassandra produzia.

Aquilão levava nas noites frias ou nos dias ensolarados todos os sentimentos e belezas para serem escritos de forma lírica, fazendo assim que todos os ouvintes ficassem encantados com o dom da pequena jovem.

Porém um quinteto das profundezas do palacete da desunião surgiu na vida de Cassandra e compactuando com as guardiãs do destino em um monte onde a velha Cigarra cantava alto, assassinaram a jovem poetisa com um golpe fatal em seu crânio. Seu sangue manchou a terra chegando assim em um pequeno regato que corria para as águas de Castália.

Vendo as águas manchadas de sangue, as sete musas souberam o que tinha acontecido com a poetisa através do deus Hermes, o mensageiro do Olimpo. Clio, a proclamadora foi quem deu a noticia às musas Erato e Melpômene que derramaram suas lágrimas na fonte cristalizando assim novamente aquelas águas. O fato chegou aos ouvidos de Zeus que atendeu os desejos das duas musas.

Parte II

 

O quinteto que havia assassinado a jovem Cassandra era formado por: Cristina, Falsinane, Lúcion, Santinha e Prosérpina esta que era chará da rainha do mundo inferior. O fim de cada um deu-se da seguinte maneira.

Cristina – O poderoso Zeus fez com que esta passasse noites e dias em claro sem alimentar-se em uma caverna sombria e solitária, até mesmo a ninfa Eco foi obrigada a sair daquele lugar. Quando Cristina já estava bem debilitada, ele a fez sair daquele lugar; quando do primeiro reflexo solar ela caiu e as guardiãs do destino cortaram o fio da vida daquela que seduzira Cassandra a chegar até o monte da Cigarra velha.

 

Falsiane - Aquela que vendou os olhos da poetisa perdeu o sentido com um raio que Zeus jogou sobre sua cabeça. Daquele dia em diante ela passou a monologar com tudo o que a cercava, não tinha apetite, apenas sentia sede, pois não parava de falar. No seu último dia de vida rodou sob o sol do meio dia monologando com todas as belezas que Cassandra cantava; até quando com um grito horroroso começou a sangrar pela boca caindo morta em uma poça de lama.

Santinha – A responsável por decretar o fim da vida da poetisa, viveu últimos dias de sua existência atormentada com a voz de Hades, convocando-a para as regiões inferiores.Um dia enquanto dormia,ela sonhara que estava no alto de um carvalho e que o galho da árvore havia quebrado,fazendo-a cair de uma altura que foi capaz de quebrar o seu pescoço.O fato realmente aconteceu,pois enquanto dormia,ela fazia todas essas coisas;dormiu para todo o sempre.

 

Prosérpina - Aquela que deu o golpe fatal em Cassandra, tomava café e fumava quando foi surpreendida pela própria rainha do Hades; que entregando-a uma carteira de cigarro,fez com que ela tragasse todos.Cada cigarro era responsável por consumir o funcionamento de seus órgãos; primeiro os do sentido, depois os vitais. O último a ser liquidado foi o coração, a rainha do mundo inferior cortou o ultimo fio de cabelo que dava vida a assassina, esta provou lentamente do fel da morte.

Todas as almas mergulharam nas águas do mundo inferior para a alegria de Hades. Mas nada disso pôde trazer o encanto daquela que traduzia as belezas existentes no mundo em forma de canto.


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Comentários (1)

  • Samira, foi um prazer conhecer tua encantadora escrita!!! Tua fã de agora em diante!

    Ana Néres