Boa Noite! Terça-feira, 16 de Outubro de 2018

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A PÁSCOA É PARA TODOS NÓS!

Nestes dias estamos celebrando o grande acontecimento ocorrido em Jerusalém, a mais de 2000 anos atrás. Este é denominado de paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, o homem de Nazaré.

Perguntamos-nos sobre a importância de ainda estarmos fazendo a memória e celebrando este evento, visto que já se passaram muitos séculos e no mundo de hoje muitas pessoas já não dão mais importância para tal. Descobre-se que há duas formas de entender a pessoa de Jesus dentro deste contexto da páscoa.

A primeira consiste em revelar um Jesus que se manifesta como sendo o Filho de Deus, que veio aqui na terra por vontade de Deus, que é seu Pai e que tinha uma missão a cumprir. Esta missão era revelar o amor divino aos humanos e lhes possibilitar a salvação. Por isso morreu crucificado em Jerusalém, depois de três dias voltou a viver, isto é, ressuscitou.

A segunda, a saber, que Jesus Cristo, um homem da Galileia, que se descobriu portador de uma mensagem que viria a transformar a vida das pessoas, sobretudo os mais pobres e marginalizados da sua sociedade. Quando está anunciando a boa nova para o povo vai adquirindo vários seguidores ao ponto que seu grupo cresce o bastante e forma um movimento forte. Este Jesus entra em conflito com as autoridades da época: fariseus, saduceus, escribas, anciãos e doutores da lei. Neste conflito Jesus toma partido contrário aos seus ensinamentos e tenta mostrar outra face de sua religião: o judaísmo. Com a incompreensão dos seus correligionários ele é submetido a um tribunal, julgado sem crime algum, condenado e depois morto numa cruz. Esta morte foi tida como uma maldição pelos seus algozes. Mas seus discípulos, após a morte afirmaram que ele não ficara morto e sim ressuscitara no terceiro dia como prediziam os profetas e ele mesmo.

Podemos compreender este evento na perspectiva da páscoa como sendo uma atualização da “libertação” do povo para uma nova realidade. Os judeus celebravam a páscoa como memória da libertação da escravidão do Egito, mas Jesus celebra esta páscoa afirmando que agora é ele mesmo que é o cordeiro imolado. Ele é aquele que vai doar a própria vida por todos e ajudar que todas as pessoas sejam libertas.

Celebrar a páscoa hoje é trazer presente todas as iniciativas que visam à construção do Reino de Deus entre nós. É a busca da paz, da justiça, dos direitos dos menos favorecidos. É ver a realidade atual e colocar no meio dela os princípios e valores cristãos que sirvam como norteamento de novas condutas e práticas. Como cristãos e cristãs podemos dizer que ao mundo que o fim não será a destruição e sim a união do homem com Deus, com a própria humanidade e consigo mesmo.

A páscoa hoje é renovação da vida. Também uma libertação de todo tipo de prisão que o mundo coloca nas pessoas, como: os vícios, ideologias erradas, ganância que leva à morte de muitos e, outras. Jesus continua ressuscitando na vida das pessoas de várias formas. Lembremos de muitas práticas que lutam para deixar o ser humano livre e poder servir a Deus. Quantas pessoas não já derramaram seu sangue lutando por um mundo melhor? Muitas.

Por isso, ao celebrarmos a páscoa, que não se fique só na piedade, na devoção, sobretudo enfatizando só o aspecto sacrificial de Jesus Cristo, mas deve-se lembrar da real intenção de sua morte. Jesus foi fiel ao plano de Deus, que era estabelecer entre nós o seu reino, que era diferente do reino concebido pelos poderosos da época: os romanos. Ele mesmo afirma que seu reino não é deste mundo, mas que deve ser implantado aqui. Que não se possa somente atender à solicitação mercantilista para que consumamos muitos “ovinhos de páscoa”. É claro que isto não é, nunca foi e nem será celebrar a páscoa de Jesus Cristo. A páscoa cristã é comprometer-se com a causa do reino de Deus no meio de nós. É ser fiel ao seguimento de Jesus Cristo até o fim. Por fim, é vida nova na esperança!

Pe. Jean Carlos


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