Boa Noite! Terça-feira, 22 de Agosto de 2017

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Sociedade

Aqui o Português sou eu

Ao chegar a portugal logo no aeroporto senti a diferença. Aos poucos comecei a perceber que na verdade todas aquelas piadas que fazemos com os portugueses não têm razão de ser, teria todas as razões possíveis se fôssemos, nós, os protagonistas.

Em Portugal a cordialidade é uma cosntante, os cumprimentos são mais que frequentes. Principalmente por parte dos mais velhos, que nos cumprimentam nas ruas com um sorriso esbaldante e espontâneo. Os mais jovens permanecem um tanto quanto taciturnos, talvez pela influência dos franceses ou espanois. Mas assim que nos aproximamos os ares lusos e a cordialidade se apresentam.

Não custou muito para eu perceber que “Aqui, o português sou eu”. Como não trouxe meu computador portátil e a necessidade de escrever me consumia como a droga mais avassaladora ao viciado, tive que comprar uma máquina urgentemente. Foi então que a ficha caiu! (expressão antiga essa, ne?).

Logo de cara fui configurar o programa e coloquei tudo em português do Brasil, comecei a inverter as piadas de português. O horário não batia, as configurações de língua foram para as cucuias e a cabeça foi a mil.

Passei três dias até encontrar um técnico que resolvesse o problema. O garoto pediu o computador e disse:  -  eu posso estar a ver.  Em menos de dois minutos olhou para mim dizendo: - Pronto. Cá está seu problema resolvido. Eu ainda tive a curiosidade de perguntar o que causou todo aquele transtorno, deveria ter ficado quieto.

O rapaz, que aqui as raparigas o devem certamente devem chamar de gajo, lançou um olhar que dispensava palavras para responder o que teimei em questionar. Foi então que no mais íntimo do meu ser percebi que naquele momento O Portguês Era Eu.

Disse ele:  -  Como queres usar os ajustes do Brasil se comprastes um computador em Portugal? O problema era que o teclado é português e não obedece ajustes brasileiros. O, pá!

FÁTIMA

 

Continuando a viagem do Itapecuru Notícias pelas terras lusas, nossa equipe convida-o a assistir um pequeno vídeo produzido pelo I.N. na cidade de fátima, Portugal, ums dos locais de peregrinação cristã pelas aparições de nossa senhora a três crianças. Saiba um pouco mais.


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Comentários (2)

  • Mariwaldo, obrigado pelo aviso. Devo salientar que o problema foi na minha digitação mesmo. Mea Culpa. Isso acontece constantemente. Mais uma vez obrigado.

    Alberto Pereira Martins Júnior

  • Caríssimo colunista, Gostei do seu texto. Contudo, observei um vocábulo que, se levarmos em consideração a nova linguagem da internet, o internetês, onde não levamos em consideração a língua culta, passaria despercebido. Todavia, como seu texto está sintaticamente bem estruturado e, narra um fato relacionado ao nosso idioma e ainda, a ênfase que é dada ao fato de ter ido a Portugal, penso que seria mais adequado se fosse usado FÔSSEMOS ao invés de FOSSEMOS. Só para lembrar o que sei que o nobre colunista já sabe, FÔSSEMOS é a primeira pessoa do plural do pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo ser. Já FOSSEMOS, é primeira pessoa do plural do presente do modo conjuntivo (subjuntivo) do verbo fossar. Amo o conhecimento... Amo a cultura... Amo a intelectualidade. Principalmente quando quem os possui, cresce em simplicidade, humildade e temperança. Quando o conhecimento não está associado à essas virtudes, tudo não é nada mais do que arrogância, estupidez, empáfia e soberba e, disso, o mundo tá cheio!!

    Mariwaldo Alvez