Bom Dia! Domingo, 24 de Junho de 2018

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Enquanto isso no Whatsapp...

Por Leandro Sousa

"Oi, você quer entrar no meu grupo?", pergunta feita por um dos mais idiotas dos contatos que se têm na agenda e que logo revira-me os olhos de tédio. “É sobre o quê?”, pergunto antes. "É de amizades" [nota-se que tem coisa errada], mas não perco tempo, dou um “migué” bem rápido: “Olha, acho que não. É que não gosto muito de grupos, e meu celular já está lotado, entende?”. Assim venho desviando ultimamente de gente escrota nesse mundo cada vez mais invasive connected.

Mas é sempre constrangedor. Não tem como falar para aquele amigo tapado que participar de um grupo onde o povo compartilha um vídeo engraçado (que não é engraçado) a cada dez segundos é mais chato do que assistir "A Lagoa Azul" na Sessão da Tarde pela quinquagésima vez.

Quem dera se todos fossem educados como esse amigo; que é idiota, mas é meu amigo, tenho que aguentar. De repente você vai checar suas mensagens e... "Fulano adicionou você", "Putaria 24 horas". O nível de maturidade se resume em mandar fotos onde os membros comentam se "pegariam" ou "não pegariam".

Uma dúvida raivosa de "o que se passa na cabeça dessas criaturas?" me bate à cabeça. Prefiro milhões de vezes ouvir a rainha da retardatês, Xuxa, cantando Ilarilarilariê (ô, ô, ô), do que ver uma coisa dessa.

Gente que mal entrou na Puberdade, que jamais viu uma nota de 1 Real, que sequer ouviu falar dos Teletubbies ou dos Cavaleiros do Zodíaco, querendo ensinar sacanagem para alguém?!

Sacanagem era ter 1 mil amigos no Orkut. Sacanagem era postar foto na época onde filtro era aumentar a saturação e diminuir o contraste no Photoshop. Sacanagem era ir para Lan House trocar stickers no MSN.

Quer saber, essa galera adolescente não sabe mais aproveitar a tecnologia!

O bom é que você pode sair e evitar um câncer mental.

O bom é que você fica feliz em lembrar que viveu uma adolescência bastante proveitosa, que tinha sacanagem sim, mas que se aflorava naturalmente com as experiências da juventude e não forçando essa promiscuidade que não faz bem para ninguém.

A pergunta que faço é: Que tipo de adultos essa geração irá criar?


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