Boa Noite! Terça-feira, 17 de Julho de 2018

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Aprovada reforma do Ensino Médio, escolas de Itapecuru devem se adaptar

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Aprovada a reforma do ensino médio, o país deverá definir a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que vai delimitar o conteúdo mínimo que os estudantes tem direito de aprender em todas as escolas. Estes são os primeiros passos para colocar em prática uma reformulação da etapa de ensino que concentra os piores indicadores educacionais. Como integrantes do sistema, estudantes, professores e movimentos sociais querem fazer parte das definições e demandam maior participação.

O processo de mudança é longo e a expectativa é que comece a chegar nas escolas em 2020. Atualmente, a BNCC encontra-se em discussão no Ministério da Educação (MEC). Definida, a BNCC terá que ser aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Depois, começa uma nova etapa, a definição dos currículos em âmbito estadual - a serem elaborados com base na BNCC e aprovados nos respectivos Conselhos Estaduais de Educação.

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As escolas terão que se adequar ao novo modelo, definindo também novos projetos político-pedagógicos, que nortearão, entre outras questões, as ações em cada escola para colocar em prática a nova estrutura.

Para o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, uma reforma do ensino médio deve levar em consideração a comunidade escolar, a valorização dos professores, um ambiente escolar adequado no que diz respeito à infraestrutura. "Para funcionar, precisa de um bom projeto político-pedagógico. Aproveitar a energia que surgiu nesse processo e fazer com que esse processo faça sentido. A maior parte das escolas define projetos de forma alheia à comunidade escolar. Isso não funciona. Daria mais resultado se revissem o processo de gestão da escola, incluísse professores e alunos na discussão". A Campanha é uma rede que reúne mais de 200 entidades civis voltadas para educação.

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Na avaliação de Cara, o fato de a reforma ter sido feita por meio de medida provisória e de o debate ter sido acelerado pelo tempo de tramitação da matéria, prejudicou a elaboração de um texto que fosse mais exequível. "A reforma foi completamente açodada e isso gerou um texto de difícil aplicabilidade", diz. "A suposta boa perspectiva que é a extensão da carga horária para a educação em tempo integral, ideia que em tese pode ser positiva, está em risco porque os governos não têm recursos para aumentar a carga horária e o novo regime fiscal [definido pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto, sancionada como Emenda Constitucional 95] não permite que o apoio do governo federal seja consistente", acrescenta.

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Fonte: Agência Brasil



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