Boa Noite! Terça-feira, 22 de Agosto de 2017

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Itapecuru

Hospital Regional de Itapecuru e saúde de mais 13 municípios estão ameaçados

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A prefeitura de Itapecuru tentará nos próximos dias "passar a perna" nos outros 13 municípios que são atendidos pelo hospital regional Adélia Matos Fonseca. A manobra está sendo tramada por um grupo seleto na secretaria de saúde local.

Segundo informações a ideia é ludibriar os secretários de saúde que fazem parte da Comissão Intergestora Regional (CIR) que é composta de 14 municípios para que estes acreditem que o atendimento ambulatorial está sendo tirado do Adélia Matos Fonseca e levado para Matões do Norte. Ocorre que este tipo de atendimento não é realizado há mais de 10 anos na unidade, já no governo José Reinaldo com as reformulações na área da saúde e os protocolos determinados pelo ministério da saúde ficou a cargos dos municípios.

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O objetivo é levar os secretários, na sua maioria novos gestores depois das eleições de 2016, a crerem que o hospital regional deve fazer atenção básica, atender a comunidade e que todos os municípios sairão ganhando com isso. Mas o que está por trás de tudo é uma elaborada trama para que o governo do estado do Maranhão pague a conta. Entenda:

Itapecuru Mirim não tem um hospital do município, sabendo disso por já ter sido prefeito por oito anos e também diretor geral do hospital por mais de dez, a administração Miguel Lauand (PRB) almeja jogar todo o atendimento da atenção básica, que é de sua responsabilidade e deveria ser feito nos postos de saúde, para o Adélia Matos fazendo com que o governo do estado gaste recursos com a saúde do município enquanto o gverno federal repassa verbas para a prefeitura. Seria uma economia e tanto, mas para onde iria este dinheiro todo?

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A estratégia é pintar um quadro de vantagens para que os secretários que estão chegando agora e ainda sem noção clara de como funciona a saúde do estado e de seus próprios municípios acreditem que terão muitos benefícios e assim assinem um documento pedindo ao governo estadual que seja aberto atendimento ambulatorial no hospital de Itapecuru. Tentarão esconder dos secretários a impossibilidade desta mudança por uma simples questão de nível de atendimento, saúde báscia (município), alta e média (estados e governo federal).

Também tentarão fazer os secretários entenderem que seus municípios passarão a ser atendidos prontamente nestes procedimentos ambulatoriais sem mencionar que apenas com a demanda de Itapecuru o hospital já sofre por conta da superlotação devido a falta de um hospital municipal e dos postos e unidades básicas de saúde fechados ou com atendimento inadequado quando abertos. Seria um regresso aos tempos em que as ambulâncias acumulavam-se no estacionamento e nas ruas nos arredores do hospital à espera de atendimento. Atualmente com a regulação de leitos implantada desde 2016, acabaram problemas deste tipo. Veja como a harmonia entre o hospital e a Comissão Intergestora Regional (CIR) melhoraram os serviços prestados aos 14 municípios no vídeo abaixo.

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Dizem nos bastidores que a mirabolante trama foi traçada na secretaria de saúde de Itapecuru e tem participação conjunta da secretária Rita Martins e de seu adjunto Chales Marinho. Ambos são acusados em Vargem Grande de terem sucateado a saúde daquele município onde Charles era secretário e Rita diretora do hospital da prefeitura, como publicado na imprensa local. Para ler a matéria Miguel Lauand Importa Responsáveis pela Sucateamento da Saúde em Vargem Grande para Comandar a Pasta em Itapecuru CLIQUE AQUI ou assita ao vídeo no qual Dr. Nelson afirma que o secretário Charles Marinho era omisso, vaidoso e prepotente logo abaixo.

 

A empreitada é tamanha que os vereadores cancelaram a sessão da câmara desta terça-feira (25) para participarem da reunião que tratará do assunto. A ordem é fazer pressão para que os secretários se sintam intimidados e acatem as determinações da cúpula de Itapecuru obstinada a coagir psicológica e politicamente os representantes dos outros 13 municípios.

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Chama atenção o fato do gestor regional de saúde, Raimundo Índio do Brasil, compactuar com a trama. Aliado de Miguel Lauand, ele participa de todo e qualquer movimento no sentido de fazer o estado, do qual é representante, arcar com as despesas do município. Parece estar jogando contra, como um jogador adversário infiltrado que passa todas as coordenadas para desmontar o time da casa. Em áudio enviado aos membros da comissão intergestora Índio do Brasil é claro e enfático ao dizer que "a situação de Itapecuru é difícil, que há muitos conflitos e que precisará da assinatura de TODOS". Que conflitos? Difícil a situação do municípios? E o que os outros municípoios têm a ver com isso? Cada prefeito que cuide da sua administração, ou não?!

A reunião que aconteceria na manhã desta terça-feira (25) foi transferida para a tarde por conta da agenda do Dr. Mariano, secretário adjunto da Sescretaria de Saúde do Estado do Maranhão. A presença do prefeito Miguel Lauand (PRB) denuncia a gana de que todos os intergrantes da CIR baixem a cabeça e acatem tudo que for exposto, além de deixar claro que quer a qualquer custo mandar a fatura do município para a secretaria de saúde do estado.

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Resta saber se os outros municípios se deixarão diminuir pelo capricho e a prepotência da cúpula que tem plena ciência de que não há qualquer possibilidade de atendimento ambulatorial às 14 cidades no hospital regional, também sabe que lá os médicos fazem este tipo de atendimento ambulatorial para que a população não fique desassistida. Com postos de saúde atendendo precariamente ou fechados veja no vídeo abaixo como a prefeitura quer fazer do hospital regional uma extenção de seus postos de saúde e como fica superlotado só com a demanda de Itapecuru.

Como se pode perceber, esta estratégia vem sendo trabalhada desde o primeiro dia da administração Miguel Lauand que determinou a verveadores da base de seu governo esta tarefa até aqui frustrada. Os secretários dos outros 13 municípios merecem respeito e não serem afrontados dessa maneira.

 

Fonte: Da Redação



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