Boa Madrugada! Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018

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Itapecuru

Quer entender porque a galeria tem tantos problemas? Leia a matéria

Há alguns anos os moradores da rua Machado de Assis, bairro da Galeria, em Itapecuru, sofrem com o problema das águas que chegam a isolar toda a área com qualquer ocorrência de chuva, mesmo a mais rápida e ínfima.

Logo que no céu as núvens carregadas começam a dar a ideia de que "vem água" pela frente, os moradores tratam de tomar providências que evitem prejuízos em casa por conta da enchente. A priori a população culpa o governante que esteja à frente do poder executivo, ou seja, na prefeitura, no comando do município. Mas o problema está mais perto da comunidade do que se imagina, é ela mesma.

A vila de de Itapecuru foi fundada pelo comerciante português radicado em São Luís, José Gonçalves da Silva, O Barateiro, a pedido da coroa portuguesa. Gonçalves era grade o homem mais rico da província do Maranhão a sua época, comprou terras entre 1816 e 1818 as doando ao município, instituindo como limites os iguarapés Da Zorra e Pau-de-Arara. São estes dois iguarapés e os córregos que os formam as causas destes transtornos, não por si só, mas pela ação desordenada e sem planejamento de moradores e por parte do poder público.

A Galeria, hoje bairro, assim é chamada porque lá foi construída uma galeria para escoamento das águas pluviais (das chuvas) e canalizá-las para um córrego afluente do igarapé da Zorra, que corta a cidade desaguando no rio Itapecuru na região onde a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA) faz a captação de água para o abasteceimento do município. Na histórica rampa que ainda preserva ruínas da construção feita pelos escravos.

O PROBLEMA

Com a ocorrência de chuva as águas do bairro da torre, parte mais alta da cidade, procuram seu caminho natural para escoar encontrando vários obstáculos criados pelo ser humano (casas, ruas etc). Na região da rua Patrício Araújo, também conhecida como rua Leiturista, vindas de todas as direções como de pontos dos bairros D.E.R e Rodoviária, tomam a direção da galeria.

Lá chegando é natural que queiram seguir seu curso por um córrego saindo de frente à praça (inacabada) prosseguindo por trás das residências, cortando a rua Possidônio Monteiro, continuando nos quintais até sair na rua Prof Antônio Olívio Rodrigues, próximo ao supermercado Todo Dia. Atravessa a BR-222 em direção à rua São Benedito, seguindo por entre as residências até desaguar no Igarapé da Zorra pouco antes da entrada da fazenda do Dr Fernando Wellington, para então chegar ao rio Itapecuru.

Pois bem, a obstrução neste percurso, feita pelos próprios moradores, por entre as residências e a falta de manutenção em si, pelo poder público, é a causa maior do problema na galeria. O acúmulo de lixo e aterramento nos quintais feito pelos próprios moradores impede o fluxo natural da água que não tem para onde escoar, causando os tão temidos alagamentos ao sinal de qualquer chuva, mesmo a mais rápida.

A SOLUÇÃO

Para amenizar a situação é preciso um trabalho de conscientização da comunidade ribeirinha nestes córregos e igarapés, chamar atenção para a importância da passagem das águas até seu destino final. É possível ver ao longo, pricipalmente do igarapé da Zorra, tentativas de aterramentos para aumentar áreas em quintais e outras propriedades.

Não haverá solução caso o próprio morador deixe de fazer sua parte e o poder público cuidar da manutenção tanto no espaço comum, que lhe é dever, quanto conscientizar, através da secretaria de meio ambiente, cada proprietário no percurso dos córregos. Esta ação deve ser já, emergencialmente. Do contrário, podem trocar dutos, tubo, manilhas, bueiros etc por outros maiores que o principal, a água, continuará sem ter para onde ir e o resultado será o mesmo como a foto desta matéria mostra claramente.

Fonte: Da Redação



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